martes, julio 09, 2013

Olhos da pele.


A noite, serena.
Eu quase posso apalpar seus seios.
Sua mão acaricia o debil água.
Ela não tem uma moeda de prata na sua testa,
mas o Acuaronte, vai passar com ela porque é uma condena
deixá-la solitária na praia.
As palavras de ela fazem voltar a menstruação para as estrelas.
Sua pele preta extingue o fogo de Averno.
Ela no sua ventre de lua carrega a brasa que parirá a nova manha.
Noite, mulher amante do corpo exumado.
Você é a noite.









Hugo Oquendo-Torres
Rojo I

15 de Mayo, 2013
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